Estudo apresentado no ASCO GI 2020 revela avanços na biópsia líquida

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Os tumores gastrointestinais são difíceis de identificar precocemente, por vezes passando despercebido nos exames de rotina. Neste contexto, um estudo apresentado no ASCO GI 2020 mostra resultados promissores do uso de DNA livre circulante (cfDNA, do inglês cell-free DNA) para diagnóstico, o exame não-invasivo é capaz de identificar sinais de metilação precocemente em tumores gastrointestinais (GI) – o teste, que também é usado para rastreamento de outros tipos de câncer não detecta precocemente a presença de célula tumoral.

O trabalho (Abstract 283) foi apresentado na edição deste ano do ASCO GI e utilizou cfDNA (fragmentos degradados de DNA que circulam pela corrente sanguínea e podem vir de várias fontes, incluindo células tumorais que liberaram fragmentos de DNA) e avaliou a metilação do DNA, que está relacionada ao desenvolvimento de câncer.

O estudo prospectivo, multicêntrico, observacional, caso-controle, incluiu pacientes com mais de 20 tipos de tumores em todos os estadios da doença e indivíduos sem evidência de câncer como controle.

Numa segunda etapa, o DNA plasmático foi submetido a uma análise de metilação-alvo para desenvolvimento de um algoritmo que identificasse se o paciente tinha câncer e o tecido de origem do câncer, incluindo cânceres GI superior (esôfago/estômago; n=67), pâncreas/vesícula biliar/ducto biliar extra-hepático (n=95), fígado/ducto biliar intra-hepático (n=29) e cólon/reto (n=121).

A técnica apresentou uma sensibilidade geral de 82% para detecção de câncer e 81% no grupo controle, com uma especificidade superior a 99%. A acurácia global para definir o tecido gastrointestinal de origem entre as amostras para as quais o tecido de origem foi designado foi de 91% e 89% para os grupos.

Um teste preciso, com base em uma simples amostra de sangue, pode contribuir para um diagnóstico mais precoce.

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