Mutações KRAS A146 estão associadas a desfechos distintos em pacientes com metástases hepáticas colorretais

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Estudo avaliou como a carga tumoral e a sobrevida global diferem entre os pacientes com câncer colorretal metastático e portadores de mutações somáticas em KRAS G12, G13, Q61, K117 ou A146

Aproximadamente metade dos pacientes com câncer colorretal metastático(mCRC) apresentam mutações somáticas no gene KRAS. Já é sabido que características biológicas do tumor diferem com base na variante da mutação KRAS. Esses tipos de mutação são conhecidas por influenciar no prognóstico e são utilizadas como biomarcador preditivo para auxiliar as decisões terapêuticas. Esse estudo aprofundou os fatores clínicos de pacientes com mCRC e mutação somática no KRAS G12, G13, Q61, K117 ou A146. 

Cerca de 419 pacientes com câncer colorretal com, a princípio, metástases hepáticas irressecáveis limitadas que participaram de um ensaio clínico prospectivo multicêntrico foram avaliados para mutações KRAS no tecido tumoral. Para o subgrupo o qual possuía a mutação KRAS e foram tratados com bevacizumabe, além de quimioterapia de esquema combinado, analisou-se os níveis de DNA tumoral circulante. O  volume de tumor total (TTV) também foi quantificado com imagens de tomografia computadorizada de pré-tratamento.  

 A maioria dos pacientes carreavam a mutação KRAS G12 (n=112), seguida da G13 (n=15), A146 (n=12), Q61 (n=9) e K117 (n=5). Níveis mais altos de DNA circulante tumoral foram observados em pacientes com a mutação KRAS A146 comparado àqueles com KRAS G12, sendo a mediana da frequência de alelos mutantes 48% contra 19%, respectivamente. Essa diferença foi revelada pelo TTV radiológico e associou-se uma carga tumoral maior em pacientes com a mutação KRAS A146. Além disso, os portadores dessa alteração genética apresentaram menor sobrevida global quando comparados aos pacientes com KRAS G12. 

Logo, os pacientes com mCRC com mutação KRAS A146 representam um subgrupo molecular distinto de indivíduos com alto fardo tumoral e desfechos clínicos piores, o qual poderia se beneficiar de tratamentos mais agressivos. Esse resultado demonstra a importância do rastreio genético de mutações KRAS em pacientes com câncer colorretal ser incorporado na rotina do manejo clínico.  

Referências: 

  1. KRAS A146 Mutations Are Associated With Distinct Clinical Behavior in Patients With Colorectal Liver Metastases ( https://ascopubs.org/doi/full/10.1200/PO.21.00223 ) 
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