Trastuzumabe-deruxtecana no tratamento do câncer de mama metastático HER2+

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Neste vídeo, Dr. Gilberto Amorim – Oncologista do Oncologia D’Or – RJ, fala sobre novas perspectivas no tratamento do câncer de mama metastático, subtipo HER2+

O especialista aborda sobre importantes avanços na última década para o tratamento do câncer de mama, como a chegada do trastuzumabe e do pertuzumabe, além do T-DM1 (trastuzumabe emtansina), para doença inicial e metastática. Porém, o especialista também discute que houve uma certa estagnada na descoberta de novas terapias nos últimos anos, e ainda há muitas necessidades não atendidas neste campo, em especial para pacientes que apresentam progressão das duas linhas iniciais de tratamento.  

A aprovação do trastuzumabe-deruxtecana (T-DXd) no Brasil pode ser um marco importante para atender tais necessidades no tratamento do câncer de mama HER2+ metastático. O T-DXd é um anticorpo conjugado a droga com três componentes: 1) o anticorpo monoclonal humanizado contra HER2; 2) o agente citotóxico derivado do exatecano – cuja ação é baseada na inibição da topoisomerase I; e 3) um tetrapeptídeo com a função de ligar a quimioterapia ao anticorpo. 

O estudo que levou a sua aprovação foi o DESTINY-BREAST1, estudo que incluiu pacientes com câncer de mama HER2+ refratário e com 100% das pacientes tendo sido politratadas, com uma mediana de 6 linhas prévias de quimioterapia no cenário metastático antes de entrar no estudo. Todas as pacientes já haviam recebido trastuzumabe e T-DM1, e 66% pertuzumabe anteriormente. Ou seja, o estudo se baseou em uma população extremamente resistente. e mesmo com todas essas terapias prévias, as pacientes obtiveram taxa resposta objetiva de 60,4%, que somadas as pacientes que tiveram resposta estável resulta em um benefício clínico de mais de 90%. A duração de resposta foi de mais de 20 meses, a sobrevida livre de progressão de 19,4 meses, e a sobrevida global não alcançada. A partir destes resultados a droga foi aprovada nos EUA e Europa depois de duas terapias prévias anti-HER2. 

Dr. Gilberto comenta que a aprovação do T-DXd vem em um ótimo momento no Brasil, porque vai atender diversas pacientes que recaem aos esquemas padrões de tratamento em primeira e segunda linha. Será uma nova era para as pacientes com câncer de mama metastático HER2+. 

Para essas e mais informações, confira o vídeo:

Referências: 

Shanu Modi, M.D. et al., Trastuzumab Deruxtecan in Previously Treated HER2-Positive Breast Cancer. February 13, 2020 N Engl J Med 2020; 382:610-621 DOI: 10.1056/NEJMoa1914510 

 

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