[VÍDEO] - Tratamento hormonal para pacientes pré menopáusicas é destaque no ASCO 2018 - Oncologia Brasil

[VÍDEO] – Tratamento hormonal para pacientes pré menopáusicas é destaque no ASCO 2018

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Dois grandes estudos foram discutidos durante a sessão plenária do Congresso ASCO sobre câncer de ovário. O oncologista clínico e diretor do LACOG, Dr. Carlos Barrios, falou sobre o estudo que comparou a combinação de exemestano e tamoxifeno com supressão ovariana. “Na realidade, os estudos confirmaram os achados previamente demonstrados, favoráveis ao uso do inibidor da aromatase com supressão ovariana, quando relacionados com o risco das pacientes. E essa é a parte mais importante da análise”, destacou.

Segundo ele, os resultados finais em termos de benefícios absolutos ficaram aproximadamente da seguinte maneira: no grupo de pacientes com característica de alto risco (mulheres pré-menopáusicas), o benefício absoluto do uso do inibidor da aromatase com o bloqueio ovariano versus o uso do tamoxifeno com bloqueio ovariano ficou na ordem dos 15%, o que é um benefício significativo para esse grupo de alto risco.

“Nas pacientes de risco baixo, aquelas tratadas exclusivamente com tamoxifeno, o benefício para a maioria foi mínimo, praticamente inexistente”, constatou Barrios.

O segundo abstract é do grupo coreano que incluiu 1400 pacientes pré- menopáusicas. Os pesquisadores analisaram o que acontecia com as pacientes que, depois da quimioterapia, continuavam mestruando ou recuperavam a mestrução nos primeiros dois anos depois da quimioterapia.

Esses pesquisadores randomizaram 1200 mulheres em dois grupos. Eles acompanharam e identificaram as pacientes que recuperam a função durante dois anos e identificaram um número importante. As pacientes foram randomizadas a fazer só tamoxifeno ou uma combinação de tamoxifeno por cinco anos e dois anos de bloqueio ovariano.

Dr. Barrios fez uma síntese dos resultados:

“Os resultados foram significativamente melhores para o grupo de mulheres que eventualmente fez os dois anos de bloqueio ovariano com cinco anos de tamoxifeno. É um resultado extremamente desafiador e que nos ajuda a manejar um pouco melhor esse grupo de pacientes. Então, do ponto de vista de tratamento hormonal para pacientes pré-menopáusicas, são dois estudos que eu acredito que sejam extremamente importantes e que nos dão sustentação para o que a gente está fazendo e, talvez, nessa época de deescalação, de dimunuir o tratamento, o estudo coreano nos ajuda a pensar na possibilidade de fazer um pouco menos de tratamento. Isso tem implicações muito importantes na qualidade de vida dos pacientes sem comprometer a eficácia do tratamento.

Assista o vídeo com o Dr. Carlos Barrios:


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