Estudo TPExtreme: docetaxel em combinação de primeira linha para Câncer de Cabeça e Pescoço

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A Dra. Aline Lauda, oncologista clínica da DOM Oncologia e do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP), comentou os resultados do estudo TPExtreme, que avaliou o uso de docetaxel em substituição a fluorouracil (5FU) no esquema EXTREME, protocolo padrão de primeira linha para câncer de cabeça e pescoço metastático (CCPm). Os dados foram apresentados no ASCO 2019, que reúne mais de 40 mil oncologistas e hematologistas em Chicago (EUA), de 31 de maio a 04 de junho.

O trabalho randomizou 539 pacientes para 6 ciclos de cisplatina, 5FU e cetuximabe, conforme o padrão do esquema EXTREME ou 4 ciclos do esquema experimental TPEx, com cisplatina 75 mg/m2, docetaxel 75 mg/m2 e cetuximabe 400 mg/m2 e 250 mg/m2 semanal e a cada duas semanas, na fase de manutenção. O estudo foi negativo para o desfecho primário de superioridade em sobrevida global, mas houve ganho absoluto, embora não significativo, favorecendo o grupo de TPEx, com medianas de 14,5 vs. 13,4 meses. Em três anos, respectivamente 20,1% dos pacientes do braço experimental estavam vivos em comparação a 12,3% do braço da terapia padrão.

A oncologista ressalta que o perfil de toxicidade do esquema TPEx mostrou-se mais favorável que o do EXTREME e a aderência dos pacientes ao esquema experimental foi maior. Frente a esses achados, a Dra. Aline ponderou que TPEx pode ser considerado uma opção para o tratamento em primeira linha de pacientes com CCPm, precisando sempre ser pensado no contexto das alternativas terapêuticas que vêm surgindo, e que o paciente precisa ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar para conseguir melhores desfechos.

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