Especialistas comentam sobre abordagens usadas no tratamento de câncer de mama HER2+

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Em novo webinar, Dr. José Bines, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), e a Dra. Cristiane Amaral, do Oncocenter Piauí, trazem dois casos clínicos para debater

Em novo webinar Meet the Experts, Dr. José Bines, oncologista do Instituto Nacional do Câncer (INCA), e da Clínica São Vicente, em São Paulo, e Dra. Cristiane Amaral, oncologista do Oncocenter Piauí, discutiram dois casos clínicos de câncer de mama inicial HER2+. 

No caso apresentado por Dr. José Bines, uma mulher de 64 anos foi diagnosticada com uma lesão não palpável através de ultrassonografias e core biópsia e passou por cirurgia conservadora. A partir daí, o oncologista trouxe dados de dois estudos para entender qual seria o próximo passo: cirurgia ou tratamento neoadjuvante. 

Primeiramente, o estudo APHINITY, que comparou o uso de quimioterapia, trastuzumabe e placebo com a combinação mais pertuzumabe. Ao fim da análise, os cientistas constataram que o medicamento não obteve benefício em sobrevida global, apenas na coorte linfonodo positivo. 

Há também o estudo TRAIN-2, que analisou a utilização do esquema de paclitaxel e pertuzumabe com FEC, paclitaxel e pertuzumabe, antes de cirurgia. Ambos apresentaram ótimos resultados, com sobrevida semelhante.  

“Tumores localmente avançados, acometimento linfonodal mais maciço, pacientes jovens sem comorbidades… nesse cenário, eu ainda tendo a utilizar antraciclina na tentativa de oferecer, talvez, o melhor esquema tanto do ponto de vista de quimioterapia como de terapia anti-HER2 com duplo bloqueio”, relatou o dr. Bines. 

O caso trazido pela Dra. Cristiane Amaral foi de uma mulher diagnosticada com 46 anos, que passou inicialmente por quimioterapia neoadjuvante, cirurgia conservadora e radioterapia adjuvante e recebeu tamoxifeno por três anos. Após algum tempo, ela apareceu com mais um nódulo.  

A doutora explica que, por causa da idade, a paciente só foi testada para câncer hereditário quando surgiu o segundo tumor. “Hoje em dia, cada vez mais, tem sido discutida a testagem genética universal. Acho que agora que temos os dados do OlympiA, para os pacientes triplo negativo e receptores hormonais de alto risco, em que a gente vai ter benefício de outros tratamentos adjuvantes, a testagem genética vai ter indicação também, independente da história familiar”, comenta Dra. Cristiane. 

A especialista trouxe um estudo, realizado com 3 mil voluntárias, que comparou pessoas com N0, células tumorais isoladas, micrometástase e macrometástase, na qual se observou um prognóstico pior das micrometástases. Além disso, ela citou os resultados do ensaio clínico APHINITY também para justificar o uso de TCHP na portadora. 

Os especialistas concluíram a apresentação falando sobre a utilização de hormonioterapia em pacientes triplo negativo. Confira o webinar completo abaixo: 

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