Visão geral do tratamento do câncer de mama metastático em 2021

2 min. de leitura

Neste vídeo, Dr. Gustavo Werutsky, Oncologista Clínico do Hospital São Lucas da PUCRS e Chair do LACOG, apresenta uma visão geral sobre o câncer de mama metastático em 2021, comentando a respeito da diretriz recém-publicada da ESMO, sobre as práticas clínicas referentes ao câncer de mama metastático

Esta diretriz de prática clínica da ESMO fornece as principais recomendações e algoritmos para o manejo do câncer de mama metastático, abrangendo o diagnóstico, estadiamento, avaliação de risco, tratamento, monitoramento de doenças, cuidados paliativos e a perspectiva do paciente. Entretanto, é importante destacar que, na prática clínica, todas as recomendações fornecidas precisam ser discutidas com os pacientes em uma abordagem compartilhada de tomada de decisão. 

Dr. Gustavo comenta que o primeiro manejo para pacientes com câncer de mama metastático recorrente ou de novo é a reavaliação dos marcadores tumorais, sendo que dados publicados demonstram que grande parte dos tumores primários acabam tendo alteração do seu subtipo tumoral, em relação à doença metastática. A recomendação é que os marcadores mais comuns sejam avaliados como receptor de estrogênio, progesterona e HER2. E para tumores triplo negativos, é recomendado que o status de PD-L1 seja avaliado – além da testagem para variantes germinativas de BRCA1/2. 

Sobre o tratamento, Dr. Gustavo faz um apanhado geral das drogas aprovadas para cada linha de tratamento do câncer de mama metastático receptor hormonal positivo (RH+)/HER2-, do câncer de mama metastático HER2+, e do câncer de mama metastático triplo negativo. Para o tratamento dos tumores RH+, se destaca o uso de inibidores de CDK 4/6 (ribociclibe, palbociclibe e albemaciclibe) em combinação com inibidores da aromatase. Estas combinações atingiram taxa de resposta em torno de 50-60% em estudos clínicos de fase 3. 

O especialista ressalta sobre a importância da avaliação de metástases cerebrais no tratamento do câncer de mama metastático HER2+. Estes pacientes têm uma alta prevalência de ocorrência de metástases em SNC, podendo ser de 5 a 30%, e existem esquemas terapêuticos mais indicados nestes casos. Já para os tumores triplo negativos, se destaca o uso de imunoterapia (inibidores de PD-1/PD-L1). Para os pacientes com variantes germinativas em BRCA, se destaca o uso de inibidores da PARP  

No vídeo, Dr. Gustavo Werutsky traz um apanhado geral dos métodos de diagnóstico e dos tratamentos disponíveis em cada linha de tratamento para cada subtipo de câncer de mama metastático. Assista ao vídeo para conferir o conteúdo completo! 

 

Referências:  

Gennari A, et al., ESMO Clinical Practice Guideline for the diagnosis, staging and treatment of patients with metastatic breast cancer. Ann Oncol. 2021 Dec;32(12):1475-1495. doi: 10.1016/j.annonc.2021.09.019. Epub 2021 Oct 19. PMID: 34678411. 

Send this to a friend