Gerenciamento de reações relacionadas à infusão em pacientes que receberam amivantamabe

3 min. de leitura

Neste vídeo, Dr. Carlos Teixeira (CRM: 108859-SP), Oncologista Clínico no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, discute sobre o manejo de reações adversas do amivantamabe.

O amivantamabe é um anticorpo biespecífico anti EGFR-MET, recentemente aprovado com base no estudo clínico CHRYSALIS. Ele é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) – localmente avançado, ou metastático com mutações de inserção do éxon 20 ativadoras do receptor – fator de crescimento epidérmico (EGFR), cuja doença apresentou progressão durante ou após quimioterapia à base de platina.

Inicialmente, Dr. Carlos ressalta que é de suma importância a pesquisa da mutação Exon20ins – terceiro tipo mais comum entre as mutações do EGFR. Para essa pesquisa, ele recomenda a plataforma de Next Generation Sequencing (NGS) e a qualifica como o meio de identificação mais adequado, visto que com a utilização do método PCR, até 50% dos pacientes podem não ser identificados.

No decorrer do vídeo, foram apresentados os dados obtidos no estudo CHRYSALIS. No qual foi identificado que o amivantamabe tem um perfil de segurança consistente à inibição do EGFR e MET, e que as reações relacionadas à infusão (IRRs*) foram os principais eventos adversos apresentados pelos pacientes. Tendo esse contexto em vista, no ESMO 2021 foi apresentado um trabalho que revisado pelo Dr. Carlos, sobre as IRRs e seu manejo em pacientes tratados com amivantamabe.

Como parte do estudo, 258 pacientes receberam amivantamabe. A IRR foi relatada em 167 desses pacientes (65%) e foi caracterizada por dispneia, rubor, calafrios e náusea. A gravidade da IRR foi principalmente de grau 1–2; IRR de grau 3 ocorreu em 5 pacientes, e 1 teve um evento de grau 4. O tempo médio para o início da IRR foi de 44 minutos, com 94% ocorrendo no ciclo 1, dia 1 (C1D1); apenas 1 evento ocorreu após o ciclo 2.

Dos 167 pacientes com IRR, 134 completaram a dose total dividida e continuaram o tratamento por esquema; e 33 pacientes (13%) abortaram a infusão de C1D1 devido a IRR, dos quais 4 interromperam a terapia adicional. Por protocolo, os IRRs foram mitigados em C1D1 com a manutenção da infusão (54%) e reiniciando a uma taxa reduzida (50%).

As IRRs em decorrência do tratamento com amivantamabe foram frequentemente observadas, mas eram na sua maioria de baixo grau, principalmente limitadas à primeira infusão e raramente ocorriam com a dosagem subsequente. O monitoramento rigoroso da IRR com a dose inicial ajuda a mitigá-la por meio de modificações proativas de taxa de infusão.

Finalizando o vídeo, Dr. Carlos destaca a importância do monitoramento precoce dos pacientes recebendo a infusão de amivantamabe, principalmente no primeiro ciclo. Além disso, menciona a importância de treinamento de equipes multidisciplinares para estarem preparados para ocorrência destes eventos. Para mais informações acerca deste estudo, assista o vídeo.

*IRRs:  são eventos adversos característicos de infusões de anticorpos e já foram descritos para outros anticorpos terapêuticos.

Referências:

1247P – Keunchil Park et al., Management of infusion-related reactions (IRRs) in patients receiving amivantamabe. Annals of Oncology (2021) 32 (suppl_5): S949-S1039. 10.1016/annonc/annonc729.

Apoio educacional:

Para saber mais sobre câncer de pulmão acesse: https://canceregfr.com 

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